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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

SER MÃE É APRENDER A PERDOAR AS PRÓPRIAS IMPERFEIÇOES


Acho que, nessa vida, não existe uma única pessoa que goste de errar. Por isso me sinto à vontade para confessar a vocês: eu sempre detestei cometer um erro. Sabe aquela menininha que buscava o caderno nota 10 na escola? Essa era eu. O desenho tinha que ser caprichado: todos os cantinhos pintados, e se possível com degradê de cores. As contas matemáticas, perfeitamente resolvidas. Receber uma lição de casa com correções era motivo de irritação: como é que eu não tinha acertado tudo? Mas, o que mais me doía, certamente, era errar com alguém. Causar sofrimento a um amigo, ou parente, era algo que me corroía por dentro. Eu me colocava no lugar daquela pessoa, sentia o sofrimento que eu havia causado (por menor que ele fosse) e ficava extremamente triste comigo mesma.
O tempo passou, eu cresci. E quando minha filha nasceu, eu me vi sendo a grande responsável por seus cuidados. Era eu quem decidia o jeito de colocá-la no berço, a forma de amamentar, a marca da fralda que ela usava, se deveria ou não marcar o pediatra (e quantas vezes não tive dúvida, depois de um dia inteiro de choro!). Eu percebi que tomar decisões por alguém significa acertar de vez em quando, errar um montão de vezes, e ter que desculpar a si mesma por todos os erros que cometeu.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

SEMPRE TOMEI SUCO EM PÓ E NUNCA MORRI!

O mundo da maternidade é cheio de assuntos polêmicos e, quando esses assuntos caem na mesa, ou melhor, nas redes, a chuva de desinformação muitas vezes aparece em forma de agressão verbal e não aceitação através das famosas frases:
"Dei para meus filhos e ninguém morreu", ou pior, "não sou 'menas main' por..."
Eu eu me pego pensando: a bolsa é da moda, o celular é o mais moderno, o resumo da novela está atualizado, a time line do face em dia, mas quando um assunto importantíssimo lhe bate a porta, a cabeça fecha por puro orgulho em não aceitar uma informação diferente daquela que ela acredita ser a certa. Desde que o mundo é mundo cada um cria o filho da forma que ACHA melhor, cada um tem uma concepção do que é bom, mas o fato é que a informação está aí disponível para quem quiser. E não são informações baseadas nas experiências da vó do cunhado da tia, mas sim em estudos de anos realizados por profissionais altamente qualificados e em pesquisas seríssimas, acessíveis para praticamente 100% da população. Antes de debater sobre um assunto, expor uma opinião e iniciar uma discussão saudável, é inteligente buscar informação em fonte segura e não recorrer aos "achismos" da vida.
"Desde que o mundo é mundo crianças comem doce. Antigamente não tinha toda essa frescura! Se comia danoninho, toddy, bolacha maisena, suco de pózinho e ninguém nunca morreu!"

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

SELECIONANDO PROGRAMAS DE TV

A maternidade esconde grandes desafios - muito particulares por sinal - e que só se desvendam com o passar dos anos, conforme vamos vivendo cada fase da vida. Quando meus filhos eram bebês, me vi em situações desesperadoras! Mas hoje, olho para trás e dou risada da maioria delas. Os desafios mudaram e sim, ainda me vejo angustiada algumas vezes, mas procuro parar e pensar: "Bem, daqui há alguns anos provavelmente vou estar rindo dessa situação, então vamos levar da forma mais leve possível."




O desafio da vez é saber discernir quais programas de televisão meus filhos devem ou não assistir, sim, porque sou contra a autonomia total nessa área. Creio que eles ainda não tem maturidade suficiente para absorver e digerir algumas (ou muitas!) informações. Acho importantíssimos estar por perto orientando e direcionando os botões do controle remoto. Mas por outro lado, não acho saudável o controle total dos pais sobre a escolha dos filhos. É necessário ir aos poucos soltando a corda e permitindo que façam suas escolhas e tirem suas próprias conclusões. Estou vivendo esta fase, de soltar a corda aos poucos, mas não de vez. Ainda!

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

ALUNO DE 7 ANOS DESTROI A ESCOLA. O que você faria?


Essa semana correu pela internet o vídeo de um garotinho de sete anos que, durante um acesso de raiva, destruiu uma sala de sua escola (veja aqui). Observo essa triste cena - ciente de que é apenas mais uma entre as centenas que acontecem todos os dias - e sabe o que enxergo? A desordem da alma de uma criança. Se pudéssemos ter um dia de super-nanny e observar a sua rotina, o seu dia-a-dia e conhecer seus cuidadores, certamente encontraríamos as respostas e explicações para essa cena lamentável.

Observando as reações dos internautas, pude notar corações enraivecidos e indignados com o comportamento da criança: "Ele tem que apanhar!", "Ah, se fosse meu filho!", "Eu arrastava pela orelha...", "O que falta é chinelada na bunda"... Então pensei: será que estou equivocada em achar que o problema do vídeo não é o garoto? Até que escutei a posição do renomado pediatra Daniel Becker, fundador da "Pediatria Integral":

"Se tem algo de muito errado nesta cena, é sem dúvida o comportamento dos professores".

terça-feira, 6 de outubro de 2015

CRIANÇA QUE "TRABALHA" NÃO DÁ TRABALHO

Meu caçulinha de cinco anos lavando a louça
Muitas mamães me perguntam sobre o método de "trabalho" que utilizo aqui em casa com os nossos filhos. Coloquei a palavra trabalho entre aspas pois não sou a favor do trabalho escravo, mas acredito com todas as forças que crianças que aprendem a colaborar com pequenos serviços dentro de casa, serão cidadãos colaborativos para a sociedade amanhã. O oposto também é verdadeiro. A criança que "trabalha" aprende a ser gente. Oferecer aos seus filhos a oportunidade de aprender a fazer sozinhos pode ser mais benéfico do que imagina!

Muitas vezes, como pais, observamos aqueles seres pequenininho e frágeis e não percebemos o quanto são fortes e capazes. Muitos, preocupados com o bem estar dos seus pimpolhos, atiram no lixo grandes oportunidades de desenvolverem suas capacidades e habilidades nas tarefas mais simples do dia a dia, como colocar uma meia ou um tênis, por exemplo. Um pai que faz pelo seu filho aquilo que ele já é capaz de fazer, está lhe comunicando através dos atos que não o considera capaz e inteligente para executar aquela tarefa. E aqui repito: o oposto também é verdadeiro.
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