_______________________________________________________________________________ VIDA DE MÃE
Gostaria de pedir desculpas aos leitores, mas por algum tempo o blog não terá mais espaço para comentários. As mensagens eram muitas e eu não estava dando conta de respondê-las, por isso optei pela minha atual prioridade: tempo com a família! Afinal, como vou transmitir à vocês algo que não é real em minha vida? - "Você tem toda a liberdade de reproduzir estes textos, mas peço que não esqueça de citar a fonte (autor e endereço do blog)". Obrigada!

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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

40 DICAS PARA O SEU FILHO APRENDER A COMER BEM!



É possível sim ensinar a criança ter prazer em comer verduras, frutas e legumes. Todos os seres humanos estão predispostos a uma alimentação saudável. Tenho dois filhos, uma menina de 8 e um menino de 4 anos. Segui à risca os conselhos abaixo desde que os dois eram bebês, e hoje, comem praticamente de tudo, e com prazer! É preciso muita paciência, persistência e investimento de tempo, mas vale a pena. O hábito alimentar de um ser humano é formado na primeira infância, portanto, a hora de agir é agora!

A vida corrida, agitada e a falta de tempo cada vez mais empurram nossas famílias para o que é mais prático e rápido. Poucos investem tempo no preparo dos alimentos e durante as refeições. As mães cansadas cedem com facilidade as manhas de seus filhos. É por isso que o número de crianças com mau hábito alimentar, obesas e com problemas de saúde aumentam a cada dia que passa. A hora da refeição deve ser prazerosa e a criança deve aprender sobre os benefícios de cada alimento para seu organismo. É dever de todo pai e mãe ensinar isso à eles.

Aqui estão todas as informações necessárias para fazer seu filho aprender a comer bem. Lembre-se: não existem crianças que gostam de verduras e legumes e outras que não gostam. Isso é mito! O que existe são pais e mães que investem ou não na educação alimentar de seus filhos. Portanto, mãos à obra!

1 – Misturar alimentos não é bater tudo junto em uma pasta sem cor específica e nem gosto definido. É importante deixar a criança entrar em contato com sabores variados e aprender a diferenciá-los. Mesmo em uma sopa feita com vários legumes, escolha a cada vez um que será predominante, na cor e no sabor: cenoura, beterraba, mandioquinha etc.

2 – Nas sopas de legumes, o melhor é amassar os ingredientes com o garfo, sem passar pelo liquidificador ou pela peneira, para conservar as fibras dos alimentos. Um ótimo estímulo para mastigação!

3 – Acrescente legumes cortados ou ralados no omelete ou no recheio de panquecas. Eles também podem entrar em croquetes, almôndegas e hambúrgueres caseiros.

4 – Incremente a massa da panqueca com espinafre: bata no liquidificador 4 ovos, 500 ml de leite, 1 colher (sopa) de manteiga derretida e 1/3 de maço de espinafre cozido, espremido e picado; junte 200 g de farinha de trigo, bata até ficar homogêneo e frite em frigideira antiaderente. Não esconda da criança que a panqueca é de espinafre, ela tem o direito de saber. Afinal, é um grande benefício!

5 – Yakissoba, macarrão japonês feito com legumes e carnes, é um ótimo exemplo de mistura saudável e completa que a maioria das crianças gosta de comer. Você pode comprar pronto ou fazer uma versão em casa (use os legumes que tiver à mão, massa longa. Controle bem a quantidade de shoyu e não use sal).

6 – Inclua nas refeições comidas que a criança pode pegar com as mãos: cenoura baby, tomate-cereja, espiga de milho, hortaliças cortadas em palito, brócolis, couve-flor, erva-doce, pepino... Faça um molhinho de yogurte com ervas pra ela molhar os legumes. Fica uma delícia!

 7 – Coloque os alimentos que compõem a refeição separadamente no prato. A criança deve sentir cores e texturas diferentes. Deixe a criança se servir sozinha e provar cada uma das diferentes porções. A partir de 1 ano já é possível estimulá-lo a comer sozinho.

8 – Não cozinhe demais os legumes. Quando estão crocantes, além de serem mais interessantes visualmente, porque mantêm a forma e as cores ficam mais vivas, eles são também muito mais saborosos e nutritivos.

9 – Para deixar a salada mais atraente, espalhe sobre as folhas croutons, ovo cozido picado, kani desfiado ou pedaços de frutas amarelas e vermelhas (para contrastar com o verde), como manga ou morango.

10 – Faça desenhos em cima do purê de batata. Nada complicado: pode ser um círculo ou uma espiral com ervilhas frescas ou congeladas. Não use as enlatadas.

11 – Outra ideia é espetar flores de brócolis japonês cozidas al dente sobre o purê. Fica mais gostoso quando é a própria criança quem faz a decoração de seu prato.

12 – Cremes ou patês de vegetais servidos sobre torradas; Frutas e legumes no espetinho também são maneiras simples de valorizar o visual da comida.

13 –  Varie sempre no preparo de cada alimento: um dia sirva cru, outro em forma de bolinhos, ou refogado, cortado em rodelas, ralado, empanado, etc.

14 – Brincar com a apresentação do prato não significa esconder algum tipo de alimento. Nunca esconda alimentos! Chuchu é chuchu, tomate é tomate, couve é couve... Esconder um alimento é dizer a criança que ele é ruim. Deixe visível, mesmo que ela não coma. Na próxima, tente novamente!

 15 – Comer é um processo instintivo. O organismo regula a quantidade de energia que precisa por dia; se a criança não comer nada no almoço, por exemplo, ela acabará compensando nas outras refeições. Portanto, respire fundo e e espere até seu filho ter fome. Salgadinhos e doces nos intervalos? Nem pensar. Se ele tiver fome, ofereça uma fruta ou cereal.

16 – Nenhum alimento é insubstituível. Seu filho não come cenoura? Ofereça abóbora, mamão ou outros vegetais amarelos e alaranjados, e as fontes de vitamina A estão garantidas. E ele nem precisa comer esses alimentos todos os dias, porque o organismo estoca a vitamina A.

17 – A mesma ideia vale para qualquer grupo de nutrientes ou micronutrientes (vitaminas e sais minerais). O ideal é equilibrar todos os grupos em uma refeição, mas não se preocupe se seu filho passar mais de um dia sem comer algum tipo de nutriente. Espere por até uma semana e é provável que ele busque naturalmente alimentos que reponham sua necessidade.

18 – A partir dos 4 ou 5 anos, é normal a criança não querer tomar leite. Geneticamente, algumas populações (como as de origem mediterrânea e africana) têm mais dificuldade de digerir o leite (por causa da lactose), mas isso não ocorre com iogurte, queijos, etc. E estes últimos podem fornecer todo a cálcio e a vitamina D que a criança precisa.

19 – Comida não é remédio. Qualquer pessoa pode passar a vida inteira sem tocar um bife de fígado. As necessidades normais de ferro são supridas se a criança comer proteína animal, verduras escuras e frutas regularmente – as frutas fornecem vitaminas que ajudam na absorção de ferro.

 20 – Tente não servir o mesmo cardápio dois dias seguidos. Se for reaproveitar os pratos, reinvente as combinações. Por exemplo: Sobrou frango? Então desfie e coloque no molho com legumes. Sobrou linguiça? Então pique e faça um mexido com ovos!

21 – Não “ajude” a criança a finalizar o prato. Cada um come aquilo que está no seu próprio prato, a quantidade que achar necessária.

22 – “Raspar” o prato não é uma coisa linda, obrigatória, nem necessariamente desejável. Não obrigue seu filho a isso!

23 – Não faça ameaças de nenhum tipo, como dizer para seu filho que, se ele não comer, ficará doente e terá de ir ao médico tomar injeção. Aliás, quando a criança está doente mesmo, não a obrigue a comer. Mantenha a tranquilidade e espere até ela sentir fome (isso é um sinal de que ela está se recuperando). Abuse dos líquidos!

24 – Premiar quem come tudo também não é uma boa prática. É comum os adultos sugerirem que a criança deve comer os legumes, por exemplo, para poder ter a sobremesa. Nenhuma parte da refeição é um prêmio, cada uma tem a sua função, porção e lugar. Dizer que a sobremesa é prêmio, da um ar de tortura à refeição: "Faça a parte ruim que depois terá a recompensa". Isso é um dos maiores erros cometidos pelos pais!

25 – O lanche também tem sua função, mas na dose, hora e lugar certo. Não compense no lanche o pouco que seu filho comeu no almoço. O máximo que vai acontecer é ele ficar com mais fome até a hora do jantar e, na melhor hipótese, comerá bem. Se exagerar no lanche da tarde, ele provavelmente perderá o apetite no jantar. Se ele comeu mal no almoço, dê apenas um fruta e suco a tarde. Resista a tentação de oferecer pães e bolachas... Permita que ele aprenda com a realidade. No jantar ele vai estar morrendo de fome!

26 – Crianças de 5 ou 6 anos estão na fase de estímulos primários. Elas são atraídas por cores, formas, novidades. Nessa fase, os pais podem proporcionar novas experiências gastronômicas para seus filhos, apresentando os diferentes sabores dos alimentos.

27 – Na boca, somos capazes de sentir apenas quatro gostos: doce (na ponta da língua), salgado e ácido (nas laterais) e amargo (no fundo da boca). A criança que já mastiga pode e deve entrar em contato com todos esses tipos de gosto; dessa forma, poderá reconhecê-los e formar um repertório de sabores (que é a mistura das sensações gustativas com as olfativas). Quanto mais amplo for esse repertório, maior a chance de seu filho comer (quase) tudo.

28 – A tolerância para o gosto amargo é determinada geneticamente. Por isso, não tenha medo de oferecer à criança alimentos com um certo amargor, como rúcula, por exemplo. Se ela tiver predisposição, maravilha; se não, também está ótimo, não insista. O importante é ela conhecer o sabor, para descobrir se gosta ou não daquilo.

29 – O ambiente da refeição deve ser tranquilo, sem TV, música, e muito menos gritaria. Deixe as conversas sérias e broncas para depois. Todas as refeições (lanches inclusive) devem ser feitas à mesa, com a mamãe ou responsável comendo junto. Não dê a comida dele e coma depois. Tem que comer junto. Mostre que seu prato também tem ingredientes saudáveis e que você está curtindo muito esse momento!

30 – Sempre que possível, faça pelo menos uma das refeições principais com seus filhos. Isso fará toda a diferença no hábito alimentar e até no comportamento dele!

31 – A partir de dois anos crianças tendem a copiar comportamento dos adultos –elas seguem os hábitos alimentares da casa. Isso significa que, se os pais não comem frutas ou verduras, os filhos seguirão o exemplo e forçá-los a comer salada pode ser um trabalho inútil. Nesses casos, é preciso rever os hábitos de toda a família. Como vai dizer à ele que verdura é saudável sendo que você não come?

32 – Leve as crianças para a cozinha. Quando elas mesmas preparam os alimentos, certamente vão querer provar o que fizeram. É uma experiência lúdica, prazerosa, como deve ser a relação com a comida. Um tempo precioso!

33 – Ir à feira ou mercado com as crianças é um jeito divertido de apresentá-las ao mundo das frutas e verduras. E os feirantes têm técnicas infalíveis para fazer o filho do freguês provar as frutas que querem vender.

34 – Fazer o supermercado com a família toda é um pouco mais complicado, mas vale a pena também. Faça com a criança uma lista de compras antes de sair de casa e diga que vão comprar apenas o que está escrito ali. É uma forma de evitar consumo desnecessário. Permita que ela participe das escolhas de sabores, marcas, preços...

35 – Importante: sirva porções pequenas – até para dar oportunidade de a criança pedir mais, se quiser, porque gostou ou porque ainda está com fome. É muito frustrante nunca conseguir terminar o prato. Pra saber a quantidade certa, observe a mãozinha fechada de seu filho. Esse é o tamanho do estômago dele. Ao fazer o prato, utilize o bom senso!

36 – Se o seu filho diz que não gosta de um alimento que não conhece, proponha que ele prove um pedaço (tem de ser pequeno mesmo) e, se não gostar, não precisa comer. Dê um tempo e ofereça pelo menos por mais dez vezes, em ocasiões e formas de preparo diferentes. Só depois desse período terá certeza se ele realmente gosta ou não.

37 – Ofereça as comidas que as crianças gostam preparadas de forma mais saudável. Por exemplo, troque a batata frita por batata cortada em palitos, com casca, regada com um pouco de azeite e sal e assada no forno por cerca de 40 minutos. Fica uma delícia!

38 – No lugar do doce que contém açúcar refinado, ofereça banana, uva-passa, manga docinha – o açúcar da fruta pode saciar a vontade irresistível de comer um doce.

39 – Em vez de macarrão na manteiga, experimente servir a massa regada com azeite.

40 – Use pão integral em forma de bisnaguinha (à venda em supermercados e algumas padarias) para fazer o lanche da escola. No recheio, coloque patê com cenoura ralada, ricota e alface picada temperada com azeite. Uma combinação deliciosa!

Dani Marques

Fonte: Pediatria em foco

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

ENSINE SEU FILHO A FAZER ESCOLHAS SÁBIAS



As escolhas de hoje fazem o nosso amanhã. Tenho a liberdade de seguir por um caminho que sei ser o correto ou posso passar por cima da razão, dando voz e autoridade aos desejos e emoções, mas de toda maneira sofrerei as consequências, sejam elas boas ou ruins. Pessoas inteligentes fazem escolhas inteligentes. Os insensatos agem sem pensar. Quero com esse texto trazer uma breve reflexão sobre como podemos formar nossos filhos para que façam boas escolhas no futuro.

Como diz o ditado, "é de pequeno que se torce o pepino". Ofereça a seu filho já bem cedo oportunidades de escolha, e permita que ele aprenda com a realidade. É importante que essa atitude se torne um estilo de vida em sua dinâmica familiar. Ficar gritando, ameaçando, distribuindo chineladas e beliscões não educa, apenas desgasta, cansa e estraga. Durante os desafios do dia-a-dia, domine a língua e o tom de voz. Pesquisas dizem que crianças absorvem apenas as primeiras dez palavras ditas pela mãe (ou responsável), portanto, nada de sermões! Serão apenas palavras ao vento.

Compartilho com vocês algumas sugestões de como ensinar seus filhos a fazer escolhas sábias:

"Filho, coloque a blusa antes de sair". Se ele não quiser, reclamar ou ficar argumentando, abaixe na altura de seus olhos e diga: "Você tem duas escolhas, escutar o conselho de sua mãe e colocar a blusa ou fazer o que acha melhor e passar frio lá fora. O que escolhe?" Deixe que ele faça a escolha. Se sair sem blusa, a realidade vai ensiná-lo e escutar o seu conselho da próxima vez. Não se culpe por vê-lo com frio. Acredite em mim, quem ama exerce a disciplina!

Outro exemplo: "Filho, você tem duas escolhas, comer este prato de comida agora ou ficar de estômago vazio até a próxima refeição. Nada de leite, bolachas ou doces." Se ele decidir não comer, aguente firme e só deixe-o comer na próxima refeição. "Mas Dani, que dó! Ele vai passar fome!" Fique tranquila, ele está aprendendo com a realidade. Dá próxima vez vai pensar duas vezes antes de deixar a comida no prato. Se der moleza e oferecer um danone ou fruta nesse intervalo, terá destruído com as próprias mãos a oportunidade do aprendizado.

"Filha, termine sua lição agora ou vai ficar sem TV o resto do dia. Também não vai poder sair para brincar." Não é ameaça, mas opção de escolha. Não é essa realidade que ele vai encontrar lá fora quando for adulto? Se ele não terminar a tarefa, cumpra com sua palavra. Aqui em casa minha mais velha aprendeu. Só pode brincar com as amiguinhas ou assistir TV após a lição de casa. Demorou alguns meses para aprender com a realidade, mas hoje, corre para o quarto com a mochila depois do almoço. Não preciso falar nada.

Agindo dessa forma, seu filho estará sendo educado para viver em sociedade. O caráter é formado na primeira infância. O momento de inculcar valores é agora! Se deixar para depois, será tarde demais... Acredite no que estou dizendo, seu dia-a-dia vai ficar mais leve, a rotina mais tranquila e seu filho mais maduro nas decisões.

Você também tem uma escolha a fazer. O que deseja, ver um homem ou mulher fazendo escolhas sábias no futuro ou ter que suportar a dor de ver seu filho(a) sofrendo com a realidade, que é dura e muitas vezes não respeita nem a própria vida? Lembre-se, ele não terá a mamãe por perto para protegê-lo na adolescencia e vida adulta. É hora de agir!

Dani Marques

terça-feira, 14 de outubro de 2014

FILHOS GENTIS E ATENCIOSOS








Como educar filhos para que tornem-se seres humanos gentis e atenciosos? Richard Weissbourd e sua equipe compartilham 5 dicas importantes e essenciais! Nosso mundo clama por pessoas gentis e atenciosas. Vamos fazer a nossa parte?

1) Mostre que cuidar dos outros é uma prioridade
Por quê?
Os pais tendem a priorizar a felicidade e realizações de seus filhos sobre a preocupação que seus filhos têm com os outros. Mas as crianças precisam aprender a equilibrar suas necessidades com as necessidades dos outros.
Como?
As crianças precisam ouvir dos pais que cuidar de outras pessoas é importante, como honrar seus compromissos. Por exemplo, antes das crianças criarem um time de futebol, banda ou equipe, devemos ensiná-las a considerar as suas obrigações para com o grupo, ou amigo, e incentivá-las a resolver os problemas que possam surgir antes de desistir.
Tente isso:
- Em vez de dizer a seus filhos: “A coisa mais importante é que você está feliz”, dizer “A coisa mais importante é que você é gentil, legal, bacana, atencioso…”.
- Faça com que seus filhos mais velhos tratem os outros com respeito, mesmo quando estão cansados, distraídos, ou com raiva.
- Enfatize o carinho quando você interage com outros adultos importantes na vida de seus filhos. Por exemplo, pergunte aos professores se os seus filhos são bons membros da sua classe.

2) Dê oportunidades às crianças para a prática de carinho e gratidão
Por quê?
Nunca é tarde demais para se tornar uma boa pessoa, mas isso não vai acontecer por conta própria. As crianças precisam praticar cuidar dos outros e expressar gratidão por aqueles que cuidam deles. Estudos mostram que as pessoas que têm o hábito de expressar gratidão são mais propensas a serem úteis, generosas, compassivas e, ao também se perdoarem, elas são mais propensos a serem felizes e saudáveis.
Como?
Aprender a ser solidário é como aprender a praticar um esporte ou um instrumento. Repetição diariamente! Por exemplo, ensinar a importância de ajudar um amigo com a lição de casa ou dos afazeres diários. Aprender gratidão envolve regularmente praticá-la.
Tente isso:
- Não recompense o seu filho para cada ato de gentileza, como limpar a mesa de jantar. Devemos esperar que os nossos filhos ajudem em casa, com os irmãos e com os outros e só premiar os atos realmente incomuns de bondade.
- Converse com seu filho sobre gentilezas e maldades que ocorrem na televisão ou em histórias e sobre atos de justiça e injustiça que possam testemunhar ou ouvir falar nas notícias.
- Faça da gratidão um ritual diário na hora do jantar, hora de dormir, no carro, ou no metrô. Ensine a agradecer àqueles que contribuem conosco tanto nas coisas grandes quanto nas pequenas.

3) Expanda o círculo de preocupação do seu filho
Por quê?
Quase todas as crianças se preocupam com um pequeno círculo de familiares e amigos. Nosso desafio é ajudar nossos filhos a aprenderem a cuidar de alguém fora desse círculo, como o garoto novo da classe, alguém que não fala sua língua, o zelador do prédio ou da escola, ou alguém que vive em um país distante.
Como?
As crianças precisam aprender tanto a focar, ouvindo atentamente e atendendo aqueles em seu círculo imediato, quanto expandir sua área de abrangência, considerando as diversas perspectivas das pessoas que interagem com o seu dia a dia, incluindo aqueles que são vulneráveis​​. Eles também precisam considerar que suas decisões, como abandonar um time de futebol ou uma banda, podem repercutir e prejudicar vários membros de suas diversas comunidades. Especialmente neste nosso mundo globalizado, as crianças precisam desenvolver consideração pelas pessoas que vivem em diferentes culturas do que a sua própria.
Tente isso:
- Certifique-se de que seus filhos são simpáticos e gratos com todas as pessoas em suas vidas diárias, tais como motoristas de ônibus, funcionários da casa ou uma garçonete.
- Incentive as crianças a cuidarem daqueles que são vulneráveis​​. Dê a elas algumas ideias simples de como entrar na “zona de carinho e coragem”, como quando for confortar um colega que foi provocado.
- Use um artigo de jornal ou TV para incentivar seu filho a pensar sobre as dificuldades enfrentadas por crianças em outro país.

4) Seja um modelo forte e mentor
Por quê?
As crianças aprendem valores éticos, observando as ações dos adultos que respeitam. Eles também aprendem valores ao atravessar dilemas éticos com os adultos, por exemplo: “Devo convidar um novo vizinho para minha festa de aniversário, quando a minha melhor amiga não gosta dele?”
Como?
Ser um modelo moral e mentor significa que precisamos praticar a honestidade, a justiça e cuidar de nós mesmos. Mas isso não significa ser perfeito o tempo todo. Para os nossos filhos nos respeitarem e confiarem em nós, precisamos reconhecer nossos erros e falhas. Nós também precisamos respeitar o pensamento das crianças e ouvir suas perspectivas, demonstrando a elas como nós gostaríamos que se envolvessem com as outras pessoas.
Tente isso:
- Seja um modelo, fazendo serviço comunitário, pelo menos uma vez por mês. Melhor mesmo é fazer este serviço com o seu filho.
- Dê aos seus filhos um dilema ético na hora do jantar ou pergunte a eles sobre os dilemas que enfrentaram.

5) Oriente as crianças em como administrar sentimentos autodestrutivos
Por quê?
Muitas vezes, a capacidade de cuidar dos outros é dominado pela raiva, vergonha, inveja ou outros sentimentos negativos.
Como?
Precisamos ensinar às crianças que todos os sentimentos são normais, mas algumas formas de lidar com eles não são úteis. As crianças precisam de ajuda para lidar com esses sentimentos de forma produtiva.
Tente isso:
- Aqui está uma maneira simples de ensinar seus filhos a se acalmarem: peça-lhes para pararem, respirarem fundo pelo nariz e expirarem pela boca, contando até cinco. Pratique esse ritual mesmo quando o seu filho estiver calmo. Então, quando ele ficar chateado ou com raiva, lembre-o sobre esses passos e os faça com ele. Depois de um tempo, ele vai começar a fazê-lo por conta própria, e desta forma conseguirá expressar seus sentimentos de um modo mais útil e apropriado.

Fonte original:  http://www.washingtonpost.com/news/parenting/wp/2014/07/18/are-you-raising-nice-kids-a-harvard-psychologist-gives-5-ways-to-raise-them-to-be-kind/

quarta-feira, 2 de julho de 2014

30 DICAS PARA CURTIR AS FÉRIAS COM SEUS FILHOS

1- Monte com seus filhos um planejamento das férias numa cartolina, com figuras e desenhos. Não precisam ser os dias exatos, o importante é conter as atividades prediletas dos pequenos. O desafio é ficar bem longe da tecnologia!

2 - piquenique dentro de casa com bonecos e animais de pelúcia;
3 - tarde de jogos de tabuleiro, aqueles que estão guardados há muito tempo no armário;
4 - dia da tinta e massinha (sujeira liberada!);
5-  passeio no Sesc mais próximo de sua casa. Eles oferecem programações gratuitas incríveis! (http://www.sescsp.org.br/);
6 - passeio de bicicleta na rua de casa ou num parque mais próximo;
7- dia no parque: subir em árvore, brincar na areia, jogar futebol e se sujar bastante!
8 - brincadeiras de antigamente (corda, bambolê, bolinha de gude, bolinha de sabão...);
9 - dia de fazer faxina no guarda-roupa e nos brinquedos. Separem tudo o que não usam mais e que esteja em bom estado;
10 - levem as doações em uma creche ou orfanato. Se possível, passem uma tarde curtindo com as crianças;
11 - cineminha em casa, com direito a pipoca e luz apagada!
12 - passeio no shopping pra tomar sorvete ;
13 - dia de cinema (às quartas-feiras as sessões costumam ser mais baratas);
14 - boliche com garrafas pet (as crianças podem ajudar a decorar as garrafas);
15 - chá de bonecas com as amiguinhas, com direito a convite preparado pelas crianças!
16 - piquenique dos heróis para os meninos, com convites artesanais também!
17 - festa a fantasia com amiguinhos (cada um tem que trazer um prato)
18 - festa do pijama com guerra de travesseiros, cabaninha e contação de histórias (de dia mesmo);
19 - procure algum teatro gratuito em sua cidade;
20 - façam uma horta em pequenos vasinhos;
21 - dia de brincar de argila. Montem formas, deixem secar e pintem juntos!
22 - arte com material reciclado, o que vale é a criatividade!
23 - visitar algum familiar que não encontram há muito tempo. Façam um bolo bem gostoso com as crianças pra tomarem um café durante a visita;
24 - façam desenhos para crianças doentes e entreguem juntos em hospitais;
25 - façam com a família um cartaz com as regras da casa. Conversem, pintem, colem figuras... O importante é que as crianças participem de todos os momentos;

26 - piquenique com amiguinhos no quintal ou numa praça próxima de casa;
27 - brincadeiras de competição: jogo do saco, bolinha na colher, estourar a bexiga...
28 - visitar o centro histórico de sua cidade. Tirem fotos, conversem sobre a história, andem de metrô, comam cachorro-quente na rua... Vai ser uma aventura!
29 - dia de visitar algum museu ou biblioteca da cidade;
30 - Revelem as fotos dos principais momentos que viveram juntos nas férias e montem um cartaz desta incrível recordação!

O maior investimento na vida de seu filho é tempo com você. A infância não acontece duas vezes, portanto, estabeleça prioridades e curta esse tempo que não volta mais!

Mamãe Dani Marques

quarta-feira, 30 de abril de 2014

CRIANÇAS QUE NASCEM RUINS. SIM, ELAS EXISTEM!

Um tabu impede que se discuta a maldade infantil. Mas ela existe. E pode esconder transtornos graves.
 

Aos 7 anos, T. convenceu seus pais, profissionais liberais de Belo Horizonte, a demitir duas empregadas domésticas. O motivo alegado: elas batiam nele. As duas negaram as agressões, mas o menino chegou a apresentar uma marca roxa no braço. Um ano depois, nova queixa sobre outra empregada. Revoltado, o casal decidiu colocar câmeras escondidas. O que viram foi uma surpresa: T. era o agressor, com pontapés e atirando brinquedos. No fim de uma semana, perguntaram se a empregada havia batido nele novamente. Choroso, T. respondeu que havia sido surrado na cozinha – onde as imagens não mostravam nada. Diante das sucessivas mentiras, foi castigado.

Três anos depois, reincidiu. Com os pais já separados, adquiriu o costume de tirar dinheiro da carteira dos dois, dizendo ao pai que era a mesada da mãe, e vice-versa. Os pais só descobriram a farsa durante uma discussão sobre dinheiro. Pouco antes, uma empregada fora mandada embora da casa da mãe depois do sumiço de R$ 50. T. disse que a vira pegar a nota. Diante disso, os pais concluíram que o menino precisava de tratamento. Poucas sessões depois, o diagnóstico foi duro: ele apresentava o chamado transtorno de conduta, nome formal para a velha “índole ruim”.

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